Capítulo 4: O Supremo Domínio de Degustar um Buffet
— Asas de frango, nada de especial... — comentou Zhang Fan enquanto mastigava, — O bife está marinado por tempo demais... — continuou, — Quanto aos camarões, honestamente, são melhores feitos em casa... — Entre uma garfada e outra, Zhang Fan conversava com todos à mesa, tecendo críticas sobre os sabores variados do restaurante.
Sua postura era tranquila, degustando sem pressa, com leveza. Não longe dali, os funcionários estavam perplexos, observando o crescente amontoado de pratos sobre a mesa de Zhang Fan, todos engolindo em seco, incapazes de conter o espanto.
— Meu Deus, será mesmo um homem ou um porco? Ainda que fosse um porco, jamais comeriam tanto...
O tempo passava, e Zhang Fan voltava repetidamente ao bufê. Cada vez, apanhava generosas porções, devorando-as rapidamente: carne bovina, cordeiro, bifes, asas de frango, frutos do mar, frutas... Era como se tivesse vindo esvaziar o restaurante. O refrigerador ainda guardava muitos mantimentos — o suficiente para cem pessoas, sem exagero.
Mas Zhang Fan, sozinho, assustou a todos. Uma hora depois, todos os funcionários já se agrupavam nas proximidades, observando. Duas horas, veio o gerente do salão. Três horas, chegaram os chefs da cozinha. Quatro horas, o próprio dono apareceu.
— Senhor, por que não há mais nada? Vocês não estão trazendo novos pratos? Tragam logo, ainda não estou saciado! — Zhang Fan se dirigiu novamente ao bufê e encontrou os frigoríficos vazios: carnes, frutos do mar, frutas, tudo desaparecera...
Tudo consumido, tudo por Zhang Fan. O restaurante não era dos mais movimentados; portanto, preparavam ingredientes limitados, apenas o suficiente para alguns centenas de clientes ao longo da noite. Sobras seriam desperdício.
Agora, os mantimentos reservados para o jantar haviam todos desaparecido no estômago de um só homem.
— Olá, senhor, sou o proprietário deste estabelecimento. Me desculpe, mas realmente não temos mais nada. Perdão, de verdade. E se eu lhe devolvesse o valor do jantar, em triplo, aceitaria? — O dono se aproximou de Zhang Fan, com suor escorrendo pela testa. Jamais vira alguém comer tanto; chamar de “barril de arroz” seria até insulto. Com esse apetite, seria ruína certa para o negócio.
— Hahahaha, “Senhor Pãozinho” é admirável... —
— O auge do self-service não é chegar apoiado na parede e sair apoiado na parede, mas esvaziar toda a comida... —
— Estou morrendo de rir... —
— Não aguento, minha barriga dói, preciso enviar uns presentes... —
— Supercarros chegando... —
— Deixe-me fazer um grafite... —
— Avião Gulfstream... —
— Boom... —
Na tela, apareceu um porta-aviões superluxuoso — um presente que custava dez mil yuans.
— Só pode ser um magnata... —
— Magnata, queremos ser seus amigos... —
A sala de transmissão ao vivo tornou-se um fervoroso burburinho, com presentes e doações incessantes. O número de espectadores já chegava a cinquenta mil, surpreendendo até a equipe oficial da plataforma. Era a primeira transmissão de Zhang Fan, e já figurava entre os vinte canais mais assistidos do dia. O número de seguidores disparara de um milhão e duzentos mil para dois milhões em apenas quatro horas — oitocentos mil novos fãs, um feito digno de celebridades.
— Acabou mesmo? — indagou Zhang Fan, incrédulo.
— Sim, senhor, acabou mesmo... — confirmou o dono, balançando a cabeça.
— Tudo bem... — Zhang Fan respondeu, aliviando o proprietário.
— Ah, mas amanhã preparem mais comida, hein! — Antes que o dono pudesse respirar aliviado, Zhang Fan lançou outra bomba. Amanhã, ele voltaria. Se viesse todos os dias, o proprietário teria de fechar as portas.
— Senhor, nosso restaurante é pequeno, não é fácil manter o negócio. Por favor, poupe-nos, senhor! Se continuar assim, teremos de encerrar... — As palavras do proprietário provocaram gargalhadas entre os espectadores.
— Não pode ser, só o de vocês é barato... — Zhang Fan respondeu com seriedade, mas sua expressão era cômica.
— Zhang Fan, não seja tão engraçado, por favor... —
— Vamos para outro lugar, não faltam opções... —
— Esse dono terá pesadelos esta noite... —
— Hahaha, não consigo parar de rir... —
— “Senhor Pãozinho” é a desgraça dos self-services... —
Presentes voltaram a inundar o chat, carros e aviões aparecendo na tela.
— Senhor, tenho aqui vinte vouchers do restaurante Wanding, como um gesto de gratidão... — O dono tirou vinte vouchers do bolso, cada um valendo 888 yuans, totalizando mais de dez mil. Doeu-lhe o coração.
— Não posso aceitar, seria extorsão... — Zhang Fan recusou, balançando a cabeça.
— Não é extorsão, de verdade! São presentes entre amigos, por favor, aceite... — O dono, quase chorando, insistiu.
— Tem certeza? —
— Absoluta! —
— Então, está bem... —
Após alguma relutância, Zhang Fan aceitou os vouchers. O proprietário, enfim, respirou aliviado; talvez sacrificar dinheiro afastasse a desgraça.
— Adeus, belas senhoras... — Ao sair, Zhang Fan ainda cumprimentou as funcionárias.
— Em verdade, mesmo que me deixassem comer mais, já não conseguiria muito. O dono não é generoso, não pode me deixar saciado? — Zhang Fan se afastava, balançando a cabeça, provocando quase um desmaio no proprietário.
— Zhang Fan é uma lenda... —
— Zhang Fan, pode candidatar-se ao Guinness! —
— Sim, Guinness: pãozinho, hambúrguer, bolos, tudo... As opções são infinitas... —
— Vamos apoiar você, Zhang Fan... —
— Desafie-os... —
Os espectadores sugeriram que Zhang Fan tentasse um recorde mundial, ideia que brilhou em seus olhos. Que melhor maneira de promover-se? Com esse apetite, quebrar o Guinness seria fácil.
— Realmente, é uma ótima sugestão. Vou pesquisar como inscrever-me... — Sua resposta empolgou todos.
— Zhang Fan, poderoso! — Outro porta-aviões apareceu, enviado por um usuário chamado “Pequeno Ou da Família Luo”.
— Obrigado, Pequeno Ou da Família Luo! Sigam-no, pessoal, agradeçam pelo porta-aviões... —
— Obrigado, Xiao Mo pelo supercarro... —
— Obrigado, Xiao Niu de Tieling pelo supercarro, deem atenção a ele... —
Presentes foram se acumulando, somando vinte mil yuans — dos quais Zhang Fan receberia mais de seis mil. O valor deixou-o verdadeiramente excitado; nunca ganhara tanto, a sensação era indescritível.
Ao caminhar pela rua, avistou trabalhadores da limpeza descansando sob a sombra das árvores. Lembrou-se dos vouchers do Wanding e sorriu. O Wanding era o self-service mais sofisticado de Ji City, e cada voucher de 888 yuans era um luxo inacessível para a maioria.
— Boa tarde, senhora... — Zhang Fan aproximou-se de um grupo de trabalhadores.
— Boa tarde... — Uma delas o observou, curiosa.
— Vocês trabalham muito. Tenho aqui alguns vouchers do Wanding. Quando tiverem tempo, podem experimentar. São dez pessoas, dois vouchers para cada um, entrem e comam gratuitamente... — Zhang Fan explicou, sorrindo. O gesto inesperado deixou todos perplexos, sem saber se era verdade ou ilusão.