Capítulo Sete: Duelo a Bordo

Wakil Kapten Tingkat Dewa di Dunia Bajak Laut Ta-chan 2282kata 2026-03-14 14:43:09

Na manhã seguinte, bem cedo, Du Hang sentava-se à amurada do navio, apreciando despreocupadamente a paisagem. Foi então que uma grande ave pousou de súbito ao seu lado.

— Isto é... uma ave-mensageira? Daquelas que entregam notícias especialmente para os grandes navios no mar? — Ao ver a ave, Du Hang, curioso, largou o cachimbo, estendeu a mão e retirou um exemplar de jornal da pequena bolsa pendurada no pescoço do animal; em seguida, tirou algumas moedas do bolso e as depositou no mesmo lugar.

O jornal, salvo quando se tratava de grandes acontecimentos — como, por exemplo, a futura Guerra dos Cumes —, costumava ser dividido em notícias regionais. Por exemplo, o jornal do East Blue reportava, em geral, apenas os fatos concernentes àquela região. Afinal, que utilidade teria um pirata que passasse a vida no East Blue ler notícias do West Blue?

Mal desdobrou o jornal, Du Hang já se divertia.

— Ei, Roger, tenho uma boa notícia e uma má notícia para você. Qual quer ouvir primeiro?

Roger lançou-lhe um olhar curioso.

— Precisa mesmo escolher a ordem? Diga como quiser.

— Pois bem, começo pela boa notícia. — Du Hang sorriu, sacudindo o jornal numa das mãos para desdobrá-lo um pouco mais. — A boa notícia é: você finalmente entrou para a lista de procurados da Marinha e tornou-se um pirata profissional, com todas as honras! E não é uma recompensa pequena, vejamos... Vinte e dois milhões! Nada mal para você!

Tal valor de recompensa era de fato elevadíssimo para um novato. Cabe lembrar que ainda faltavam mais de cinquenta anos para Luffy zarpar, e, portanto, a moeda tinha muito mais valor.

Roger pareceu satisfeito com o resultado; abriu um largo sorriso.

— Nada mal! A recompensa da Marinha até que está à altura. Mas isso é só o começo. Logo, logo, serei um pirata com recompensa de bilhões!

— Sim, sim — concordou Du Hang, mostrando-lhe o cartaz de procurado, sorridente. — Mas a má notícia é que escreveram seu nome errado.

No cartaz, a foto de Roger se destacava: um jovem sorridente de chapéu de palha. Se Du Hang não o conhecesse, seria difícil relacionar aquele rapaz ao robusto e bigodudo Roger do futuro.

Ao ver o nome “Gold Roger” estampado no cartaz, o canto do olho de Roger tremeu.

— O que é isso! É Gol D. Roger! Com D! Como puderam escrever Gold? Esses marinheiros são mesmo descuidados!

— Ora, mas Gold (ouro) não soa tão mal, não acha? Chamarem você de Roger Dourado, que auspício! Um presságio de que enriquecerá muito.

Roger, entre divertido e contrariado, não pôde evitar rir.

— Não se preocupe — disse Du Hang, recolhendo o cartaz e folheando o jornal —, quando você se tornar um grande pirata, vá reclamar com os chefes da Marinha e mande corrigirem o nome. Veja nisso um estímulo para seguir em frente.

— Combinado! Quando eu virar um grande pirata, irei exigir que corrijam! — Tarefa quase impossível para qualquer um, mas Roger dizia isso como se fosse tão simples quanto comer ou beber água. Após se vangloriar, pareceu lembrar-se de algo.

— E você, Du Hang? Qual é sua recompensa?

Du Hang folheou o jornal.

— Não há cartaz de procurado para mim, portanto, sem recompensa.

— Ué, se até eu tenho, por que você não? — estranhou Roger.

Du Hang ergueu dois dedos:

— A razão é simples. Primeiro, durante aqueles dias em Loguetown, não entrei em combate nenhuma vez, você cuidou de tudo. Para a Marinha, devo ser apenas um ajudante seu, nada mais.

Roger fez uma expressão intrigada; refletindo, percebeu que era verdade — Du Hang não lutara nenhuma vez, apenas disparara alguns canhões no navio, do que a Marinha nem sequer tomara conhecimento. Pensar nisso o deixava um tanto indignado.

— Segundo, talvez até quisessem fazer um cartaz para mim, colocar uma recompensa baixa, mas sabem pouco sobre quem sou. Meu nome não está registrado no Governo Mundial, não o revelei nesses dias, e tampouco deixei fotos. Assim, é natural não haver cartaz de procurado para mim.

— Quanto mais ouço, mais acho que fui vendido... Por que você faz tantas coisas erradas e nada te acontece, enquanto eu levo toda a culpa? — lamentou Roger, indignado.

Du Hang ignorou o comentário, folheou displicente o jornal e saltou da amurada.

— Deixemos isso de lado. Venha, Roger. O vento está fraco, o navio não vai longe. Largue o leme e vamos treinar.

— Oh? — Surpreso, Roger sorriu. — Pedindo para lutar? É a primeira vez que vejo isso! Já que quer apanhar, não vou fazer cerimônia!

Largou o leme, exibiu um sorriso travesso e partiu para cima de Du Hang com os punhos cerrados.

Du Hang esquivou-se, curvando o corpo, e tentou acertar as costelas de Roger com a mão esquerda. Mas Roger foi mais veloz: antes que Du Hang pudesse tocar-lhe, Roger já desferia um chute em seu peito.

BAM!

Du Hang cruzou os braços diante do peito e suportou o golpe. Embora tenha ativado sua força muscular a oitenta por cento, quase foi lançado para trás pelo impacto.

— Que estranho... Quando você treinou escondido? Na primeira vez que nos vimos, mal conseguia andar sem parecer que flutuava, e agora reage tão rápido... Isso é esquisito — disse Roger, intrigado após o golpe.

Du Hang sorriu.

— Já disse que aprendo rápido. Você não acreditou.

Desta vez, foi ele quem atacou primeiro, desferindo um soco em Roger.

Roger não se importou muito; com o nível atual de Du Hang, não o via como ameaça. Preparou-se para esquivar e contra-atacar, mas, de repente, ficou pasmo.

Du Hang desferiu um chute!

PAH!

Roger bloqueou o golpe com o tornozelo, mas não conseguiu esconder no rosto a surpresa.

— Essa técnica... foi igualzinha à que usei agora há pouco!

Du Hang recolheu a perna, massageando o tornozelo com uma careta.

— Que tal? Minha técnica de devolver o golpe do adversário não é formidável?

No fundo, era apenas uma aplicação simples da capacidade de análise e reprodução do seu cérebro artificial.

Roger ajeitou o chapéu de palha, sorrindo.

— Interessante, muito interessante... Du Hang, você é um monstro em potencial! Já que é assim, vamos pular a fase de testes e mostrar-lhe o que é força de verdade!

E, com um sorriso de quem trama algo, estendeu a mão direita.

— Depois dessa, duvido que consiga se mexer antes de dois dias!

Uma aura negra explodiu e envolveu seu braço direito.

Haki do Armamento!