Capítulo Oito: A Segunda Cópia

Dewa Atribut Musim Panas Biru yang Menyejukkan 2328kata 2026-03-15 14:49:07

Hoje, Ye Ming realmente abriu os olhos para o mundo ao testemunhar as excentricidades de uma garota singular. A jovem senhorita percorreu o restaurante de lámen de ponta a ponta, elaborou uma lista e comprou tudo o que lhe agradava. O dono do estabelecimento, sabe-se lá que feitiço ouviu do Vagabundo das Nuvens, concordou em vender-lhe tudo. Ye Ming lançou um olhar àquela lista e percebeu que, ao empacotar todas aquelas coisas, o restaurante poderia ser inteiramente reformado.

— O que vocês gostariam de comer? Peçam à vontade — disse a senhorita, radiante de felicidade, o rosto iluminado por um sorriso doce.

— Quero o lámen especial da casa. Ouvi dizer que é preparado com o único tempero já obtido numa instância até hoje, só aqui na Baía Teimosa se encontra — declarou o Vagabundo das Nuvens, sem cerimônia.

— E vocês? — perguntou a jovem.

— Para mim, o mesmo que ele — Ye Ming apontou para o Vagabundo das Nuvens.

— Para nós também — responderam Cai Xia e o Espectador, em uníssono.

— Muito bem, então cinco porções desse lámen — instruiu a senhorita ao garçom que aguardava ao lado.

— Pois não, por gentileza, aguardem um momento.

O garçom se afastou, e a senhorita e Cai Xia logo se puseram a conversar animadamente sobre temas do universo feminino. Ye Ming puxou discretamente o Vagabundo das Nuvens, sentado ao seu lado, e sussurrou:

— Ela é sempre assim?

— Sim, acostume-se — respondeu o Vagabundo.

— Só acho estranho o dono do restaurante aceitar vender tudo aquilo. Praticamente está se desfazendo de tudo o que tem de mais precioso. O que você disse a ele? — indagou Ye Ming.

— Simples. Estes objetos são meros enfeites, que valem dinheiro. Eu lhe disse que, comprando tudo, pagaríamos também os custos de decoração, transporte e afins, não apenas os itens. Geralmente ele pede um preço acima do original, mas nada exorbitante, e a nossa senhorita não se importa com dinheiro. Assim, ele lucra, e para um comerciante, esse tipo de negócio é compreensível — explicou o Vagabundo das Nuvens.

— Isso é... — Ye Ming ficou sem palavras. — Não é gastar dinheiro à toa?

— A senhorita é razoável, nunca força ninguém a vender. Se recusarem, tudo bem. Mas diante de uma oportunidade tão evidente de lucro, poucos negam. Se os objetos forem vendidos, no máximo ele terá que redecorar; além disso, pagamos uma taxa equivalente ao tempo em que não poderá operar. Durante a reforma, o restaurante não poderá funcionar — prosseguiu o Vagabundo.

— Vocês realmente pensam em tudo... — Ye Ming finalmente compreendeu. Agora sabia por que, ao encontrá-lo, a senhorita comprara-lhe um pergaminho de ressurreição sem pestanejar. Aquela rolagem de mil moedas de ouro, para ela, era apenas troco.

— Nossa senhorita é espontânea. Vê algo de que gosta, compra. Você conhece a estátua junto ao portão da cidade das instâncias? — perguntou o Vagabundo.

— Conheço, por quê? — Ye Ming indagou.

— Foi adquirida esta manhã. Só que é grande demais para levar. Já afixaram uma placa na estátua com o nome dela — contou o Vagabundo.

— Ora, ora... — Ye Ming estava rendido. Que história era aquela? Ele jamais ouvira falar de alguém assim na Baía Teimosa.

— O lámen está servido!

Cinco tigelas de lámen fumegante chegaram à mesa. O sabor era, de fato, excepcional, e ainda restaurava as energias. O preço, salgado, mas para aquela jovem senhorita, certamente não passava de uma ninharia.

A refeição foi agradável; Ye Ming sentiu-se à vontade conversando com os quatro. Todos eram calorosos e, após um ano naquele mundo estranho, pela primeira vez teve a sensação de estar num encontro entre amigos.

— Mestre, vamos indo. À tarde, participaremos do leilão da Casa Shanglu. Por que não vem conosco? Posso arranjar um convite para você — sugeriu o Vagabundo após a refeição.

— Melhor não. Não tenho o mesmo bolso que vocês — Ye Ming recusou.

— Só iremos ver, não necessariamente comprar. De qualquer forma, vamos indo. Mantenha contato, e quando for enfrentar instâncias, por favor, nos leve junto! — pediu o Espectador.

— Sem dúvida — respondeu Ye Ming.

— Até logo, mestre! — despediu-se a senhorita, acenando graciosa.

— Tchau!

À porta do restaurante, Ye Ming despediu-se dos quatro. A senhorita deixou um endereço para entrega das compras, e lá dentro já desmontavam tudo. Os transeuntes, surpresos e confusos, murmuravam:

— Não era esse o restaurante novo? Por que já estão desmontando?

— Não, não, é só uma troca de decoração, podem continuar frequentando — apressou-se o dono a explicar, enquanto Ye Ming e os outros já se afastavam.

***

Como ninguém se interessara pela Floresta da Fogueira, Ye Ming decidiu dedicar-se a aprimorar o nível de sua classe de sacerdote. Dirigiu-se à Vila do Fogo Fantasma e começou a treinar.

Ye Ming já havia enfrentado aquele cenário incontáveis vezes, conhecia todos os mecanismos das instâncias como a palma da mão, jogando com facilidade. Mas, desta vez, ao derrotar o último chefe, obteve algo diferente: um pergaminho de segunda instância.

O que seria uma segunda instância? Como o nome sugere, trata-se de uma instância já completada, à qual se pode retornar. Em termos simples, o cenário foi todo vencido, e outra equipe pode entrar para explorá-lo novamente.

Como surgem essas segundas instâncias? Quando uma equipe ou indivíduo completa uma instância, há uma chance de gerar esse tipo de cenário: uma "casca vazia", pois todos os monstros e chefes foram eliminados. Resta apenas o espaço vazio, sem ameaças.

E para que servem? Para quem busca apenas equipamentos ou materiais dos monstros e chefes, não têm utilidade. Mas existem profissões como cozinheiros, jardineiros, artesãos, pescadores, que, sem força para superar as instâncias, necessitam de itens que só podem ser coletados internamente, não necessariamente como drops dos inimigos.

Coletar esses materiais exige entrar na instância. Mas que equipe levaria consigo um cozinheiro ou pescador? Nenhuma. Assim, esses profissionais adquirem pergaminhos de segunda instância para acessar cenários sem perigo.

— Um pergaminho de segunda instância! Que sorte. Deve valer cerca de quinhentas moedas de ouro — Ye Ming admirou o item, mas logo percebeu algo diferente: no canto inferior direito do pergaminho havia uma marca estranha.

— Um selo de missão oculta? Que sorte extraordinária — Ye Ming arqueou as sobrancelhas, intrigado.

Tal selo significava que, ao entrar na segunda instância portando aquele pergaminho, seria possível desencadear aleatoriamente uma missão secreta. Inicialmente, Ye Ming pretendia vendê-lo, mas, diante dessa nova possibilidade, decidiu arriscar a própria sorte.