Capítulo Três: O Presente

Selir yang Terabaikan Bayangan Meninggalkan Aroma 2277kata 2026-03-12 14:40:11

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Nesse momento, uma voz soou repentinamente do lado de fora da porta:
— A senhora Pei está melhor? Sou Chán’er, criada a mando da Senhora Matriarca, vim visitar a senhora Pei e trazer-lhe alguns presentes.

O semblante de Ying’er ensombreceu; ela lançou um olhar a Pei Xiner e disse em voz baixa:
— Senhora, creio que essa Chán’er veio investigar notícias por ordem da Senhora Matriarca. O que deseja que eu faça?

Vieram checar se eu já morri? Pei Xiner não conteve um sorriso gélido e replicou:
— Vá receber por mim e diga que minha enfermidade é grave, estou impossibilitada de me levantar, portanto não permitirei sua entrada. Se trouxer algo, aceite em meu nome e, em seguida, despeça-a.

Ying’er ficou atônita por um instante, mas logo respondeu afirmativamente e saiu. Juan’er e Ruiniang, surpresas, olharam para Pei Xiner, admiradas com sua mudança. Afinal, ela sempre fora uma pessoa extremamente orgulhosa, sobretudo diante da Senhora Feng da primeira casa, jamais admitindo-se inferior, mesmo doente, insistia em aparentar normalidade—quanto mais fingir enfermidade!

Observando agora seu semblante sereno, embora um tanto pálido, transbordava vigor e energia, sem qualquer vestígio de alguém acamada.

As duas trocaram olhares, mas, no fundo, reconheceram que aquilo era, afinal, um bom sinal e decidiram manter-se em silêncio ao lado dela.

Lingjie, ao contrário, aninhada no colo materno, logo se deixou embalar pelo calor afetuoso e, em poucos instantes, adormeceu profundamente.

Pouco tempo depois, Ying’er retornou carregando dois pacotes de ervas medicinais e uma caixa de jade. Ao ver Pei Xiner, curvou-se respeitosamente e anunciou:
— Senhora, são presentes enviados pela Senhora Matriarca: duas porções de ervas para acalmar o espírito e um ginseng centenário. O que deseja fazer com eles?

Pei Xiner sorriu friamente:
— O que ela me envia, eu me atreveria a consumir? Jogue tudo fora... não, espere! — seu olhar brilhou, mudando de ideia — melhor guardar, depois podemos vender.

— Vender... — Ying’er ficou horrorizada, arregalando os olhos, sem palavras.

Seria mesmo sua senhora? Embora originária de família modesta, Pei Xiner sempre foi alvo do afeto do velho mestre, tendo seu padrão de vida equiparado ao da senhora Feng, o que há muito a afastara dos modos acanhados típicos de famílias humildes. Sempre generosa, jamais se preocupara com dinheiro, acostumada à fartura, diante de situações assim, normalmente mandava descartar tudo sem pestanejar. Quando teria cogitado vendê-los para obter dinheiro?!

No entanto, no íntimo de Pei Xiner, outros pensamentos se desenrolavam.

Com a morte do velho mestre, sua única base de apoio naquela casa desaparecera; permanecer ali prometia dias cada vez mais árduos. Diante da astúcia de Feng, e do general que as ignorava, mãe e filha, ela não nutria a menor esperança de sair ilesa—bastava um descuido e poderia ser destruída pela víbora, tal como em sua vida anterior, tendo uma morte sem paz.

Tendo morrido e retornado à vida, seu coração já se desligara completamente daquela casa e daquele homem. Agora, só pensava em encontrar uma maneira de afastar-se dali, daquele lugar frio e desprovido de quaisquer laços familiares, para viver livremente, apenas ela e a filha, amparando-se mutuamente. Mas, para isso, precisava considerar como sustentaria a vida dali em diante.

Embora possuísse alguma economia, sabia que para uma mulher sozinha com uma filha, a subsistência seria difícil; deveria poupar em tudo e buscar aumentar seus recursos. Os presentes enviados pela víbora, quer fossem de comer ou de usar, não ousaria aceitar, porém eram objetos valiosos—seria um desperdício simplesmente jogá-los fora. Melhor guardá-los e, em tempo oportuno, trocá-los por algum dinheiro, acumulando assim um pequeno capital para garantir dias melhores a si e à filha.

Afinal, partir era para buscar uma vida melhor, não para sofrer privações; tendo decidido, não havia tempo a perder: era preciso preparar-se desde já.

Vendo que Ying’er e as demais permaneciam estupefatas, Pei Xiner não se surpreendeu. O fato de ter retornado da morte era demasiado insólito para ser divulgado; manteria esse segredo só para si. Quanto às mudanças em seu caráter e modo de pensar, isso era algo que todos ao redor, cedo ou tarde, teriam de aceitar—não pretendia ocultar-se. Aproveitando o ensejo, permitiria que todos atribuíssem sua transformação à dor pela morte do velho mestre, crendo que havia compreendido muitas coisas; assim, evitaria que alguém suspeitasse de sua mudança de atitude e comportamento, prevenindo futuros contratempos.

Sentiu-se sonolenta—quem sabe se por tristeza ou cansaço excessivo—e declarou:
— Estou um pouco fatigada e gostaria de repousar. Podem se retirar.

Só então Ying’er e as outras despertaram de sua surpresa, apressando-se em fazer reverência e sair. Ruiniang, naturalmente, avançou para pegar Lingjie no colo, mas Pei Xiner ergueu levemente a mão, impedindo-a:
— Deixe, Lingjie já adormeceu; não a perturbe carregando-a de um lado para o outro. Vá descansar um pouco lá fora; quando ela acordar, a chame.

Vendo o olhar firme e irrefutável da senhora, Ruiniang abriu a boca, mas não disse palavra; apenas suspirou suavemente, fez uma vênia e se retirou. No íntimo, porém, estava tomada de preocupação, temendo que Pei Xiner mantivesse o mesmo temperamento mimado de outrora, confiando sempre no apoio do velho mestre, insistindo em ser altiva sem medir consequências. Antes, com o velho mestre presente, Feng nada podia contra ela; mas agora, com ele ausente, manter aquela postura só poderia trazer-lhe prejuízo!

Pei Xiner, alheia à inquietação de Ruiniang, vendo todos saírem e sentindo a filha aconchegada em seu colo, tirou-lhe cuidadosamente o casaco e os sapatos e, abraçando-a, enfiou-se sob as cobertas, fechando os olhos e mergulhando no sono.

Em sonhos, parecia regressar a alguns anos antes, à época em que acabara de entrar na mansão.

Na verdade, sua origem era modesta—filha de um simples caçador—e, pela lógica, jamais poderia ingressar na residência do General Yongwei, muito menos tornar-se concubina legítima do General. Contudo, seu pai, há mais de uma década, salvara por acaso a vida do então General Yongwei, o velho mestre Zhao Yongming. Em gratidão, este prometeu a filha do caçador—Pei Xiner, então com apenas três anos—ao neto, Zhao Yutang, para ser sua concubina. Concubina apenas, pois sua origem jamais permitiria alçar-se à posição de esposa principal. Ainda assim, para uma família de caçadores, era como ascender ao céu—um golpe de sorte inimaginável! Ademais, ela era reconhecida como concubina legítima da família Zhao, apenas meio passo abaixo da esposa, posição incomparável à das demais concubinas; para a filha de um caçador, era realmente tornar-se uma fênix no galho mais alto!

Dez anos mais tarde, seu pai morreu em um acidente de caça; órfã de mãe, Pei Xiner tornou-se uma menina solitária. O velho mestre então ordenou que Zhao Yutang, agora sucessor do título de General Yongwei, a tomasse como concubina aos treze anos de idade, conforme prometido.