004 Olho do Samsara

Enam Jalan Pain dan Pengendalian Diri Keheningan mengejar kesepian. 3758kata 2026-03-11 14:51:47

Longmen sentiu, em meio ao torpor, como se tivesse regressado ao lar: havia um cobertor sobre seu corpo, o leito era aconchegante e aquecido—bastava virar-se e voltar a dormir mais um pouco. Contudo, ao mover-se, a textura áspera sob si fez sua consciência retornar subitamente ao mundo de Naruto: era, afinal, Longmen, e de onde viriam cobertores ou palha macia?

Despertou de supetão, ouvindo o rumor constante da chuva fora da casa. Suspirou aliviado—afinal, permanecia no País da Chuva. Mas esta casa... esta cama... este cobertor... A memória de Longmen parecia-lhe confusa; até o momento de seu desmaio, sua mente era um caos. O que, afinal, vivenciara? Havia encontrado os Três Ninjas Lendários? Sim, recordava-se: havia-os encontrado. Sua mente não se perdera por completo, ainda restava-lhe lembrança. Depois... parece que vomitara sangue—realmente, seu estado anterior não era dos melhores; contudo, agora, ao contorcer-se no leito, percebeu estar bem.

Uma silhueta alta surgiu à soleira, imediatamente atraindo seu olhar. Era um homem cuja presença Longmen reconheceria em qualquer idade, por mais jovem que estivesse: Jiraiya, um dos Três Ninjas Lendários de Konoha, o sábio pervertido.

—Acordou, hein? Ainda está sentindo-se mal? — perguntou Jiraiya.

—Longmen! — chamou uma voz.

—Longmen!! — exclamou outra.

Jiraiya trazia nos braços um feixe de pães, e Yahiko e Konan surgiram logo atrás, um de cada lado. Os olhos de Konan se encheram de lágrimas ao fitar Longmen; chorando, lançou-se sobre ele.

—Longmen, seu grande idiota! Que susto você nos deu!

Longmen voltou-se para Yahiko, que coçou o nariz, enquanto Longmen sorria e afagava o pequeno crânio de Konan.

—Não chore, Konan, já estou bem, viu? — disse ele, rindo.

—Está mesmo melhor? — indagou ela.

Desta vez, não foi Longmen quem respondeu, mas Jiraiya, em voz alta:

—Ei, menininha, não se pergunta assim! Se minha companheira já te tratou, duvidas? Se ela ouvir, vai te dar uma surra!

Konan recordou-se do semblante de Tsunade, e assentiu, meio atônita:

—Sim, aquela moça é bem assustadora...

—Hahahaha! — Jiraiya gargalhava, divertindo-se com a inocência das crianças. Tsunade era realmente temida; ele e Orochimaru raramente ousavam dizer. Agora, com Tsunade distante, finalmente podia extravasar seu ressentimento: por que uma mulher tão feroz?

Rindo, Jiraiya abriu o saco de pães, e em um instante o aroma de pão fresco inundou o recinto. Que fragrância maravilhosa! Quem diria que pão recém-saído do forno poderia ser tão perfumado?

Os três pequenos não conseguiam conter o salivar. Jiraiya retirou um pão, partiu em quatro, e distribuiu a cada um; ele mesmo experimentou primeiro.

—Vamos, comam. Passaram a noite sem comer, devem estar famintos.

Cada um apanhou seu pedaço, mas a reação foi uníssona: hesitavam, sem saber onde começar. Até Longmen, apontando o pão macio com o dedo.

—Tão fofinho...

—É mesmo...

—Sim, é macio...

Longmen já conhecia os limites tecnológicos deste mundo. Não era um pão refinado de padaria, mas, mesmo assim, naquele instante, nada mais importava. Por mais iguarias que tivesse provado em sua vida pregressa, nenhuma jamais o impressionara tanto quanto aquele pão simples.

Quem nunca conheceu a fome jamais compreenderá o quão saboroso pode ser um humilde pão.

Longmen sabia que, se não começasse a comer, nem Yahiko nem Konan ousariam provar. Ambos estavam pasmos, tentando assimilar o momento. Assim, ele cravou os dentes numa grande bocada.

O pão era macio, de gosto suave; o aroma do forno e da farinha misturava-se ao paladar. Ao mastigar, o trigo, misturado à saliva, liberava uma dulçor singular. Céus! Como pode o pão ser tão delicioso?

Não havia mofo, nem odor estranho, nem secura que obrigasse a descer à força com água de chuva. Era pão fresco, acabado de sair do forno—o verdadeiro sabor da felicidade.

Longmen olhou para Yahiko e Konan, mas já não conseguia distinguir-lhes os rostos, apenas vultos e gestos apressados de quem engole a comida. As lágrimas corriam-lhe livremente. Todo o sofrimento se dissipava naquele instante: tinham renascido.

As lágrimas misturavam-se ao sabor do pão, poluindo-lhe o gosto, mas não havia como evitar! Era impossível conter-se! Meses de angústia e medo, o receio constante... Longmen estava verdadeiramente assustado.

Temia que sua presença mudasse algo, e aquela vida miserável não era digna de ser vivida. Só perseverara graças à esperança de encontrar os Três Ninjas Lendários. Agora, todo peso se esvaíra, e a felicidade era inigualável.

Konan também chorava, sem saber o porquê; mas, vendo Longmen e Yahiko em prantos, sentiu que devia chorar junto.

Yahiko chorava por motivo semelhante ao de Longmen. Tinha apenas sete anos, mas já era líder nato, sentindo o peso da responsabilidade. Sem lar, três órfãos sem abrigo estavam destinados a morrer ao relento. Esta era sua carga.

Encontrar os Três Ninjas era última aposta. Naquele país, sob a chuva incessante, ninguém sobrevivia dias a céu aberto. Cada gota roubava o calor do corpo, e, em pouco tempo, mataria até um adulto—quanto mais três crianças de seis ou sete anos.

Agora, Yahiko chorava aliviado: conseguira salvar seus irmãos. Não eram ligados por sangue, mas a convivência de meses tornara-os mais que parentes; Longmen sabia, agora, que aqueles dois seriam sua família para sempre.

Jiraiya esfregava os olhos, incapaz de suportar tão comovente cena. Sempre fora homem de sentimentos profundos; estava à beira das lágrimas, tocado por aqueles três pequenos.

—Idiota! Assim o pão perde o gosto... — disse Longmen, enxugando as lágrimas e fungando, mas continuando a comer.

—Idiota é você, que foi o primeiro a chorar! — Yahiko limpou o rosto e riu, chorando e sorrindo ao mesmo tempo.

—Uáááá! — Dois meninos, depois de descarregarem as emoções, logo se aquietaram; mas a única menina, Konan, agora não conseguia parar.

Longmen desceu da cama, tomou uma das mãos de Konan, enquanto Yahiko segurava a outra. Konan olhou para os dois meninos e, de súbito, abraçou-os, unindo seus rostos.

—Konan, não chore, está tudo sujo...

—É mesmo!

—Uááá! Que sujeira, vocês dois, uááá!

—Hahaha!

—Hahahaha!

—Snif... Vocês ainda riem...

Daquele momento em diante, as três crianças despediram-se do passado.

[...]

Após acomodar os três, Jiraiya passou a ensiná-los ninjutsu. O método de ensino de Konoha era semelhante ao do cânone; não há necessidade de me deter nos detalhes—quem conhece a obra original sabe do que se trata.

Longmen, mesmo após obter chakra, não despertou o Rinnegan, o que o deixou intrigado. Haveria alguma outra condição para que o Rinnegan se manifestasse?

Recordou-se então: na história original, os olhos de Longmen despertaram quando seus pais foram mortos. Contudo, agora, lembrava claramente que não foi naquele momento que despertara o Rinnegan; foi durante a invasão dos ninjas de Iwa, quando conseguira escapar.

Ficara realmente aterrorizado. Essa era, de fato, a única lembrança deixada pelo Longmen original. Será que, por ser diferente do cânone, guardava tais memórias? Não conseguia entender.

Uma coisa era certa: o Rinnegan de Longmen não era dele, mas dado por Uchiha Madara. No original, nunca disseram quando Madara lhe deu os olhos, mas certamente foi antes da morte dos pais de Longmen.

Longmen podia supor que isso ocorrera após o início da Segunda Guerra Mundial Ninja. Antes disso, como Madara encontraria, por acaso, alguém do clã Uzumaki no País da Chuva?

Pensando assim, talvez a morte dos pais de Longmen tivesse sido arquitetada por Madara; de outro modo, por que ninjas de Konoha atacariam uma família comum? O objetivo era incutir ódio em Longmen contra a vila.

Mas, se agora Longmen não possuía o Rinnegan, a morte dos pais teria sido um mero acaso. Nesse caso, Madara não lhe daria o Rinnegan? Não! Sem o Rinnegan, Longmen nada seria—no máximo, um Karin masculino, para ser mordido diariamente. Misericórdia...

Contudo, essa questão não o atormentou por muito tempo.

Tornaram-se discípulos diretos de Jiraiya, sendo, portanto, veteranos de Minato. Afinal, somente após ensinar os três no País da Chuva, Jiraiya retornou a Konoha e tornou-se mestre da equipe de Minato, embora Longmen e os demais fossem alguns anos mais jovens.

Que prodígio! Jiraiya, por direito, seria o maior instrutor do mundo ninja! Entre seus três grupos de pupilos, dois eram filhos do destino, e um se tornaria Hokage—que currículo extraordinário!

Com um mestre tão poderoso e três discípulos diretos, o avanço deles ultrapassava em muito o das turmas regulares de Konoha. Os três pequenos demonstravam talento excepcional para o ninjutsu.

Longmen, com o sangue Uzumaki, já era extraordinário. Yahiko, antes de Longmen despertar o Rinnegan, superava-o em poder—isso dizia tudo. Só Konan era um pouco inferior, mas, considerando a força que alcançaria duas décadas depois, seu potencial era inegável.

Assim, a menos talentosa entre eles, Konan, possuía o molde de uma jōnin de elite; Yahiko, potencial de Kage; Longmen, então, era um verdadeiro prodígio.

Jiraiya, ciente disso, ensinava-os com alegria. Quem não gostaria de instruir pupilos tão promissores, ainda mais alguém com vocação nata para o magistério? Em menos de meio ano, já lidavam com afinidades elementares do chakra.

Jiraiya distribuiu papéis de teste, dizendo:

—Injetem chakra nestes papéis e vejam como reagem; assim saberemos sua natureza elemental. Podem começar.

Cada criança canalizou chakra no papel, que podia reagir de cinco formas:

Fogo: o papel queima.
Vento: o papel se parte ao meio.
Raio: o papel enruga.
Água: o papel se umedece.
Terra: o papel se fragmenta.

Há ainda duas reações raras: Yang, que restaura o papel; Yin, que o torna áspero.

O papel de Yahiko queimou em grande parte, com fragmentos cortados e outros umedecidos—possuía afinidade com Fogo, Vento e Água, sendo o Fogo predominante.

O de Konan teve uma parte cortada, outra umedecida, uma terceira fragmentada, e todas unidas no centro—tinha afinidade com Vento, Água, Terra e ainda o Yang.

Quanto ao de Longmen, o resultado foi assustador: o papel queimava e se restaurava, rasgava-se e voltava a unir-se, enrugava e alisava, umedecia e secava, fragmentava-se e se recompunha, alternando-se incessantemente.

—O que é isso!? — exclamou Jiraiya, atônito diante daquela manifestação extraordinária.

Enquanto Longmen fitava o ciclo incessante do papel, percebeu, de súbito, que o mundo lhe parecia diferente. Ergueu os olhos para Jiraiya, que, ao encará-lo, viu-lhe o estranho olhar e bradou, surpreso:

—Rinnegan!