007 Aurora

Enam Jalan Pain dan Pengendalian Diri Keheningan mengejar kesepian. 3985kata 2026-03-14 14:45:51

A aula de ninjutsu estendeu-se por mais de um ano, e, nesse ínterim, a Vila Oculta da Chuva também desfrutara de um período de repouso e reconstrução. Agora, o País da Chuva iniciava investigações sobre as questões internas de seu território, de modo que já não era mais um local propício para se ocultar; o nome de Hanzo da Salamandra tornara-se sinônimo de pressão.

Foi então que a Segunda Grande Guerra Ninja foi oficialmente declarada encerrada, e o pano de fundo das batalhas entre as nações finalmente baixou. Jiraiya, nos bastidores do mercado negro, ouvira muitos rumores — e fazia questão de levar os três pequenos consigo nessas incursões. Seu intuito era simples: permitir que as três crianças se familiarizassem com o submundo da informação ninja.

Quanto ao mercado negro do mundo shinobi, a obra original jamais explicitou sua natureza, mas agora parecia claro o seu poder; quase toda informação relevante podia ser ali encontrada. Mais tarde, quando buscavam informações sobre a Akatsuki, o próprio mercado negro revelou possuir dados preciosos — de fato, era algo extraordinário.

Após deixarem o mercado negro, o grupo de quatro atravessou a fronteira, adentrando o País da Grama. Em cada país havia, em geral, uma força de combate — na maioria das vezes uma vila ninja; no País do Ferro, um clã de samurais; no País da Grama, a Vila Oculta da Grama. Alguns pequenos países tinham apenas a guarda real.

No entanto, a Vila Oculta da Grama era tristemente medíocre. Dentre os pequenos países, apenas a Vila da Chuva possuía alguma relevância; as demais eram um desastre. Como agravante, coubera ao País da Grama a administração da Prisão da Cidade Hozuki — e os ninjas realmente poderosos acabavam tornando-se seus diretores, o que só enfraquecia ainda mais a vila ninja local.

Ainda mais curioso era o fato de que, embora o País da Grama fosse responsável pela prisão, esta não se encontrava dentro de seu território. Com o tempo, a família do diretor da prisão, que também era o senhor da Cidade Hozuki, manteve apenas nominalmente o título de jōnin do País da Grama, mas de fato já não tinha laço algum com a vila ninja.

Assim, uma vila já decadente tornava-se ainda mais lastimável. Na era de Naruto, era difícil encontrar sequer um jōnin qualificado na Vila da Grama — eis por que, quando Zabuza aterrorizou aquela região, foi necessário solicitar auxílio de Konoha para exterminá-lo, pois não havia sequer um ninja à altura.

— Oh! Uma taverna! Vamos, vamos, vamos! Vamos comer algo decente!

Jiraiya, um verdadeiro gourmet, passara mais de um ano e meio comendo mal, como se o paladar lhe houvesse secado. Por fim, ao chegar ao pacífico — e fraco — País da Grama, sentiu-se à vontade para relaxar e levou as três crianças para beber.

Nagato, Yahiko e Konan jamais haviam se sentado numa taverna; agora, trajavam roupas de certo requinte, e embora não tivessem bandanas, seus trajes revelavam inconfundível estilo shinobi. Eram jovens, sim, mas ali, num país pequeno, ninguém ousava murmurar acerca de ninjas estrangeiros.

Jiraiya também não ostentava a bandana de Konoha — afinal, a guerra findara há pouco, e sua cabeça ainda valia alto no mercado negro. O mestre não queria problemas, especialmente acompanhado de três crianças, por isso disfarçara-se discretamente.

O velho Jiraiya pediu uma mesa farta, trazendo quatro garrafas de saquê. Era apenas saquê suave, mas Nagato recusou terminantemente: seu corpo ainda era de uma criança, e o álcool poderia trazer-lhe grandes males — embora ainda não soubesse qual seria sua resistência à bebida.

Yahiko, destemido por natureza, não se importou com detalhes. Seguindo o exemplo de Jiraiya, serviu-se de uma taça e bebeu de uma só vez. Saquê era saquê! Ao engolir, Yahiko empalideceu, o corpo inteiro tomado de desconforto; Konan, ao vê-lo naquele estado, assustou-se e absteve-se de provar.

— Pfft... — Nagato não conteve o riso ao lado, e Jiraiya caiu na gargalhada.

Jiraiya, com seu temperamento expansivo e irreverente, era filho de Konoha e comportava-se como tal — pois em Konoha, isso era permitido. Mas tal comportamento, num país pequeno como o da Grama, era visto como excessivo, e passava a incomodar os locais.

— De onde saíram esses ninjas selvagens?! Se forem beber, façam-no em silêncio!

Um ninja da Grama, de feições rechonchudas, bateu com força na mesa. Jiraiya e os outros, sem bandanas, mas trajando vestes shinobi, eram vistos, portanto, como renegados. Jiraiya, percebendo o clima, apressou-se em pedir desculpas, e logo a mesa aquietou-se.

Nagato notou o tal ninja da Grama e percebeu que, embora jovem, aquele homem tornar-se-ia, no futuro, o Caminho do Inferno dentre os Seis Caminhos de Pain — não esperava encontrá-lo já naquele momento.

Após repreender o grupo, o homem continuou a tagarelar sobre a guerra. Seus dois companheiros tentavam dissuadi-lo, mas ele persistia, sem se dar por vencido.

Não se limitou a criticar a incompetência da própria vila; passou a insultar Konoha e Iwa, pois o País da Grama era um tampão entre Fogo e Terra, e a Segunda Grande Guerra trouxera-lhe enormes transtornos.

Insultou tudo o que podia, até que a taverna foi se esvaziando; os habitantes daquele pequeno país não ousavam ouvir tais coisas, pois aquele tipo de pessoa só atraía problemas. Se, em vez de Jiraiya, fosse Orochimaru da mesma idade, todos ali teriam morrido naquela noite.

Por fim, o homem começou a amaldiçoar o destino, as linhagens sanguíneas, os mestres; logo chegou a menosprezar os Três Sannin, e, não satisfeito, desdenhou Hanzo. Se Nagato não tivesse contido Yahiko, este já teria partido para cima do sujeito.

— Já comeram o suficiente? —

— Sim! — Nagato assentiu; Konan, olhando para os restos sobre a mesa, esforçou-se por engolir mais algumas bocadas.

— Hahaha, vamos lá — Jiraiya afagou a cabecinha de Konan e arrastou Yahiko, ainda indignado, para fora da taverna.

Do lado de fora, certo de que já não podiam ser ouvidos, Yahiko explodiu: — Por que, mestre?! Como pôde suportar tudo aquilo?!

— Hahaha, e se eu não suportasse, o que deveria fazer? — Jiraiya riu, divertido.

— Ora, dar-lhe uma lição!

— E que tipo de lição?

Yahiko, mais calmo, pensou: — Bem... uma surra, talvez.

— Ele insulta a mim e aos meus companheiros, e uma surra basta?

— Então... então quebre as pernas dele!

— E até que ponto devo quebrá-las?

— Isso...

Yahiko percebeu o dilema — não seria adequado matar alguém por meras palavras. Jiraiya não era esse tipo de homem, tampouco seus aprendizes deveriam ser.

Mas, então,