006 Estudo das Artes Ninja

Enam Jalan Pain dan Pengendalian Diri Keheningan mengejar kesepian. 3327kata 2026-03-13 14:46:19

Quando as forças de Konoha se retiraram inteiramente do País da Chuva, com menos de três meses de ensinamentos de Jiraiya aos três órfãos, ninguém veio procurá-lo—o que apenas comprovava a exatidão de sua previsão. Naquele momento, Konoha ainda não estava plenamente preparada para um confronto direto contra Sunagakure; apenas captaram indícios de que os ninjas da Areia tramavam algo em segredo. Não tardou para que as forças de Iwagakure também se retirassem, pois souberam com certeza que o Raikage viria esmagá-los, apressando-se a retornar e defender sua terra—afinal, Konoha já havia batido em retirada.

Sunagakure foi o último a recuar, justamente para ocultar seus planos de atacar Konoha; contudo, no fim, tal estratagema de lançar fumaça ao leste para golpear ao oeste revelou-se ineficaz. Tal tática era necessária, pois Sunagakure, de fato, não era páreo para o poderio de Konoha. No cânone, vimos aquela plêiade de clãs monstruosos de Konoha, dignos do título de Primeira Vila Oculta.

Somente depois que as três grandes nações se retiraram do País da Chuva, Jiraiya ousou ensinar seriamente técnicas ninja às três crianças; antes disso, limitava-se ao treino de taijutsu e ao reconhecimento do chakra. Por mais insignificante que fosse o País da Chuva, não era território fácil de subjugar; além disso, com as potências ali presentes, qualquer manifestação de chakra mais intensa seria um convite ao desastre.

Desejando evitar maiores encrencas, Jiraiya guiou os três órfãos para longe do local inicial, levando-os à fronteira entre o País da Chuva e o País da Grama. Ali, com um jutsu de Doton, erigiu uma morada, a qual adaptou e tornou-se o novo lar dos quatro.

O País da Chuva, conquanto pequeno, figura entre os menores dos pequenos, mas sua posição é de vital importância: conecta-se a seis países, três deles grandes potências. Ao norte, a Terra; ao nordeste, a Grama—aqui, no cânone, Zabuza encontrou sua morte. Sudeste, o Fogo, indiscutível potência. Ao sul, o Rio—onde Sasori conheceu seu fim. Sudoeste, o Vento, o mais humilhado entre os grandes. A oeste, o País dos Pássaros, cuja irrelevância é tamanha quanto seu nome sugere.

Ao conduzir os três órfãos até os confins da fronteira, Jiraiya também lhes transmitiu conhecimento geográfico. Diante do mapa, Nagato logo compreendeu a razão de tanto sofrimento para a Chuva. Como poderia ser diferente? Uma planície sem obstáculos, em antigo provérbio chinês, diríamos tratar-se de uma "terra de quatro combates": de todos os lados, ataques são possíveis, e nela os campos de batalha são os mais sangrentos.

Tal lugar não poderia evitar a guerra. É amado e temido por comandantes: amado, pois se trata de um campo onde apenas o poder bruto decide o resultado—não há falsidade possível; temido, pois aí morrem, de verdade, homens de verdade. Numa terra assim, não surpreende que dela tenha surgido o semideus Hanzo da Salamandra—a reputação de uma vida inteira forjada em sangue!

Hanzo, contudo, não teve um fim digno... ou talvez não se possa dizer assim, afinal caiu ante os Seis Caminhos de Pain, o que não deixa de ser notável. Sua reputação morreu, todavia, ao ser ressuscitado pelo Edo Tensei e abatido sem glória pelo general do País do Ferro—Kishimoto, por favor, seja humano! Hanzo ao menos enfrentou os Três Ninjas Lendários, era quase um deus!

Mas deixemos isso de lado. Neste momento, Hanzo lambe suas feridas e apressa-se em cultivar talentos... Ah, o infortúnio do País da Chuva! Após quatro anos de guerra nesse recanto minúsculo, que população restaria para Hanzo moldar? Cultivar talentos? Melhor seria capturar cães e treiná-los como ninken—crescem e se reproduzem mais rápido!

Encerrada a digressão sobre Hanzo e o País da Chuva, compreende-se sua situação: nem mesmo o núcleo do país pode ser devidamente administrado; quanto mais as fronteiras. Agora, com as três grandes nações de volta a seus territórios—e sem que a guerra tenha, de fato, terminado—, a preocupação se volta a outras nações. O País da Grama, em particular, treme de medo, buscando apoio de todos os lados, sem tempo sequer de vigiar sua fronteira com a Chuva.

Assim, o local onde Jiraiya e seus três pupilos se refugiaram é, no contexto desta guerra, de uma segurança ímpar. O País da Chuva, despovoado, oferece o cenário ideal para o ensino das artes ninja.

······

Discípulo de Hiruzen Sarutobi, o Deus dos Jutsus, Jiraiya detém talento para os seis elementos: vento, água, fogo, terra, yin e yang. Ainda não realizou, porém, o rigoroso treinamento senjutsu do Monte Myoboku, por isso não domina plenamente as artes de yin e yang.

Sarutobi era chamado Deus dos Jutsus ou Doutor dos Jutsus pois dominava e compreendia um número inigualável de técnicas. A afinidade elemental revelada pelo papel especial já indica uma alta aptidão; na verdade, todo ser humano possui todos os elementos em si, pois o corpo harmoniza yin-yang e os cinco elementos. Ausência total de um atributo é coisa de aberração.

Aqueles cujas afinidades são detectáveis geralmente exibem valores de pelo menos trinta, numa escala até cem; para lançar um jutsu de classe D, o mais baixo, são necessários uns trinta pontos de aptidão. Menos que isso, não vale a pena tentar—caso de Lee Rock, por exemplo.

O que torna Sarutobi lendário é que, entre os cinco elementos, seu menor valor excedia setenta; fogo e terra, seus prediletos, quase atingiam noventa e cinco. Assim, dominava todas as artes elementares, sendo mestre de técnicas de grau A ou superior, possuindo ao menos vinte jutsus de classe S—um feito raríssimo.

Discípulo de tal mestre, Jiraiya, versado em quatro elementos, era mais que capaz de instruir os três órfãos. E, por sorte, apenas Nagato entre eles possuía afinidade com o relâmpago—mas, sendo um “modelo divino”, seus atributos eram todos cem; não lhe fazia falta.

Jiraiya, contudo, não se limitava a transmitir o que sabia: fomentava também o desenvolvimento de novos jutsus e habilidades compostas. A “afinidade do papel”, de Konan, nasceu de sua própria criatividade.

Chega-se, então, ao estágio favorito de Nagato: aquele em que, ao contrário de um espectador de anime ou mangá, pode compreender, sob a tutela de Jiraiya, toda a complexidade do sistema de poderes daquele mundo.

— Mestre Jiraiya, por que, se tanto o Suiton: Suiryūdan quanto o Suiton: Daibakufu são técnicas de água, a ordem dos selos é totalmente distinta? E por que, se o Katon: Karyūdan e o Suiryūdan se chamam ambos “dragão”, os selos não têm pontos em comum?

— Bem... isso é porque o Karyūdan foi criado em Konoha, enquanto o Suiryūdan veio da Vila da Névoa. Cada vila usa uma sequência de selos diferente.

— É mesmo? Mas, se aprendemos a ordem de Konoha, como conseguimos executar a técnica da Névoa?

— Bem... bem... é mesmo! Por quê?

Jiraiya, perplexo, juntou-se a Nagato em suas pesquisas; enquanto Yahiko e Konan, alheios a tais minúcias, preferiam dedicar-se à prática.

······

Todavia, tais estudos eram apenas o passatempo de Nagato; o treino de ninjutsu e taijutsu constituía outro. O talento de Nagato era notável—ele sabia disso. Ao utilizar ninjutsu, dispensava selos: bastava-lhe desejar, os selos eram mera simulação.

Ainda assim, não conseguia vencer Yahiko. Averso a combates reais, Nagato tardava a reagir em batalha, permitindo que Yahiko o subjugasse com frequência—embora contra Konan, estivesse tranquilo.

Jiraiya, perspicaz, percebia a deficiência de Nagato, mas não a corrigia; sabia que o gosto do pupilo não era o combate, e, com aquele talento e olhos, cedo ou tarde o superaria. Assim já pensava Jiraiya.

O que não sabia era que tudo isso era secundário para Nagato. Sua verdadeira prioridade era a pesquisa dos Seis Caminhos de Pain—ou, simplesmente, os Seis Caminhos.

Pain, nome derivado do termo inglês “pain”, traduzido de modo admirável pela equipe de localização. Afinal, todos os corpos usados por Pain tinham relação com Jiraiya; Nagato era um fã incondicional, quase um perseguidor do mestre. Usar tais corpos era, em si, carregar a herança de Jiraiya—daí o nome “Pain”.

Pain, como concebido no cânone, não mais existiria; mas Nagato, ainda assim, conservaria o nome. Carregar a herança do mestre não exige, necessariamente, métodos insanos—a harmonia é melhor, e ele jamais permitiria que algo acontecesse a Yahiko.

Por ora, as pesquisas de Nagato sobre os Seis Caminhos de Pain estavam em fase preparatória; tudo se dava em sua mente, jamais exposto à realidade, especialmente quanto a técnicas de grande escala ou difíceis de ocultar. O motivo principal era ganhar tempo contra o desenvolvimento de Madara.

Como já se disse, Madara entregara o Rinnegan a Nagato para testar seu poder, pois o próprio Madara já estava à beira da morte, incapaz de realizar tais experimentos. Escolheu, então, um peão.

Todos os estudos e ações de Nagato estavam sob o olhar atento de Madara; toda habilidade do Rinnegan que Nagato viesse a dominar, Madara também aprenderia—e, mais tarde, Obito. Por isso, na grande guerra, ambos puderam empregar os poderes dos Seis Caminhos logo que recuperaram os olhos.

Quanto mais secretamente Nagato pesquisasse, mais poderia adiar o desenvolvimento de Madara—embora não pudesse detê-lo. Pois, cedo ou tarde, seria forçado a revelar o Rinnegan—e aí não haveria mais dissimulação. Eis o poder de Madara.

— Pois bem, vamos ver, seu desgraçado... Quero ver se você consegue pôr as mãos em meus olhos!