Capítulo Cinco Levado ao Hospital
“Para o hospital.”
Qin Feng tomou a menina nos braços e saiu apressadamente, provocando um suspiro coletivo entre aqueles que o observavam. Era impossível não se impressionar com o pequeno corpo marcado por feridas que ele carregava, assim como com a aura impenetrável que emanava, afastando os estranhos.
Os Doze Rakshasas logo perceberam a gravidade da situação. Sem hesitar, um deles acompanhou Qin Feng para conduzir o veículo.
O carro arrancou com urgência, voando pelas ruas na direção do hospital mais próximo.
Não se sabia se era por ser horário de almoço, com poucos pacientes, ou por alguma outra razão, mas o hospital parecia incomumente tranquilo.
“Xiao Hong, que tal hoje, ao sair do trabalho, todos irmos jantar juntos?” O médico de jaleco branco encostado no balcão da recepção ostentava um sorriso torpe.
A jovem enfermeira, constrangida diante da mão estendida do médico, viu, aliviada, uma figura apressada adentrar pela porta principal. Imediatamente, ela exclamou: “Dr. Li, há um paciente!”
Era Li Jian quem estava de plantão naquele dia.
Interrompido em sua conversa, ele se virou, visivelmente contrariado, e deparou-se com um homem alto e imponente, trazendo nos braços uma criança em estado deplorável.
Com um olhar rápido, avaliou-os por dois segundos e, em pensamento, zombou: mais um miserável que aparece sabe-se lá de onde!
Qin Feng, tomado pela urgência, avançou: “Salvem-na!”
Sem perder tempo, caminhou para o interior do hospital.
“Ei, espere aí!” Li Jian agarrou o braço de Qin Feng com brusquidão. “Vocês sabem onde estão?”
“Não é um hospital?” Qin Feng franziu o cenho, questionando se, por acaso, haviam vindo ao lugar errado.
O médico gordo à sua frente soltou uma risada irônica. “É um hospital, sim, mas não para qualquer um. Aqui só atendemos clientes VIP! Essa aí que você trouxe, deve ser uma criança de rua que encontrou por acaso, não é? Ela não pode…”
Antes que terminasse a frase, sentiu uma dor aguda no joelho e, num instante, foi derrubado ao chão, ajoelhado pela força de um chute.
A enfermeira, boquiaberta, cobriu a boca com as mãos, os olhos arregalados de assombro diante de Qin Feng, cujo semblante era de pura severidade.
“Não importa que tipo de hospital é este. Se entrei, vocês vão me atender. Se não atenderem, este hospital não merece existir.” Qin Feng pronunciou cada palavra com precisão, fixando o olhar na enfermeira.
“Está… está bem…” Tremendo, ela engoliu em seco e rapidamente apertou o botão de chamada. “Senhor, por favor, não se preocupe, vou chamar outros médicos agora mesmo!”
“Preparem o melhor quarto e os melhores médicos,” ordenou Qin Feng.
A enfermeira hesitou, lançando um olhar cauteloso a Qin Feng. “Senhor, nosso melhor médico é justamente…”
Ela olhou para Li Jian, que se levantava, o rosto tomado de indignação.
“Saiba que o melhor médico deste hospital sou eu! Você ousa me agredir, então, mesmo que se ajoelhe implorando, não vou te atender!”
Li Jian, com expressão feroz, pulou, vociferando.
Se Qin Feng não estivesse carregando uma pessoa, e se o estado da criança não fosse tão crítico, teria mil maneiras de fazê-lo obedecer.
“Vou chamar os seguranças, fazer aqueles inúteis te expulsarem daqui! Malditos, um bando de miseráveis…”
Mal acabou de falar, recebeu outro chute de Qin Feng, desta vez tão forte que o deixou inconsciente.
Qin Feng sorriu com sarcasmo: “Que tipo de gente vocês contratam neste hospital? Preparem o melhor quarto para mim!”
A enfermeira, vendo que Qin Feng não hesitou em derrubar Li Jian duas vezes, perce